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O medo


Origem de muitos transtornos psicológicos. Vale a pena se dedicar a conhecê-lo.


O medo é um sentimento que compartilhamos com outras espécies mamíferas. Está presente especialmente nos filhotes. Os animais que são fornecedores na cadeia alimentar sabem que sua sobrevivência é mais garantida estando em grupo. E sabemos que os filhotes dependem de indivíduos adultos que lhes proporcionem segurança e sobrevida no contexto de uma natureza selvagem.


A proximidade de um predador gera instantaneamente uma cascata de reações fisiológicas que fazem com que o animal em perigo esteja preparado para lutar, fugir ou congelar fingindo-se de morto. Na impossibilidade de enfrentar, tenta-se fugir. Na impossibilidade de fugir, resta ainda o congelamento, defesa última contra o perigo de morte. Sobreviver ao perigo faz com que o mamífero tenha o reflexo de sacudir-se para sair do torpor causado pelo medo.


Um mecanismo fisiológico, que na espécie humana, gera desdobramentos psicológicos.

Somos membros de uma espécie que é topo de cadeia alimentar. Não temos garras muito afiadas, nem dentição com presas expressivas, mas somos dotados de inteligência, do mais alto grau de consciência das espécies terrenas. O que faz com que o medo humano tenha suas particularidades.


Nos seres humanos, o medo costuma nascer da solidão e da ausência de recursos para a regulação emocional contra uma ansiedade que parece aniquiladora. Ou do contágio emocional do medo de outrém. Ou mesmo de uma sugestão sussurada ao pé do ouvido. O medo experimentado num momento de adversidade gera sensações fisiológicas com consequências psicológicas capazes de rebaixar a consciência, influenciar a memória e alterar a percepção da realidade. Diante desse rebaixamento da consciência, qualquer ideia que pareça resgatar algum controle, é vista como uma resposta. Embora nem sempre seja de fato.


O problema do medo se resolve acalmando-o. A intensidade fóbica experimentada diante do que se percebe como um perigo precisa ser dissolvida com luz, conhecimento, amparo e fé.


Há que se considerar que nem sempre o risco é real. Que nem sempre precisamos lidar sozinhos com o medo. Há sempre opções para solucionar um problema, por mais difícil que pareça encontrá-las. Se o perigo não foi suficiente para aniquilá-lo, é porque você é mais forte do que ele. E mais forte do que imagina!


O medo te angustia? Sinto que posso te ajudar.


Luana Vianez

 
 
 

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