Assimilação
- Luana Vianez
- 14 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de nov. de 2025
A maior benesse disponível para os seres humanos é a capacidade de aprender, visto que proporciona expansão do conhecimento e supre as vulnerabilidades comuns que todos temos. No entanto, o maior desafio que há para o aprendizado é ser surpreendido por algo incompreensível. O fator surpresa do trauma atrapalha na compreensão do ocorrido e na aprendizagem de como nos defender daquilo que aterrorizou ou invadiu.
Um trauma vivido de forma solitária pode comprometer muitas partes da vida de uma pessoa, por longos anos, porque gera como resultado, uma terrível confusão, que mistura sensações, sentimentos e pensamentos perturbadores. Quanto mais se insiste resolver o problema sozinho, maior pode ser essa confusão interna, uma vez que o olhar do outro é fundamental para a leitura que fazemos do mundo. Sem alguém para nos ajudar a organizar e entender, corremos o risco de nos isolar da realidade, pagando um alto preço por aquilo que não conseguimos compreender sobre nós mesmos e sobre nossas experiências.
O problema de não entender algo é que ficamos sujeitos às distorções e às ruminações. Quando distorcida, a realidade deixa de ser o que é e passa a se apresentar de forma equivocada, oferecendo uma resposta falsa ao problema original. Quantos enganos podem surgir! Para desfazê-los é preciso rever, recalcular, reaver o que cabe a cada um, reavaliar os resultados encontrados e reaproximar o entendimento da verdadeira realidade dos fatos.
Ao contrário das distorções, que buscam a qualquer custo uma resolução para o problema, mesmo que falsas, a ruminação mantém um envolvimento visceral com o problema, sem acreditar numa possível solução. Aprisionado, passa a não enxergar nada além do próprio dilema; nenhuma solução, mesmo que imperfeita, se apresenta. Culpabiliza-se pela incapacidade de resolvê-lo. Por não se sentir capaz de vencê-lo, passa-se e a suportá-lo resignadamente, sem imaginar que seja possível enfrentá-lo ou encontrar uma solução que permita sair do desconforto em que se encontra.
Os problemas com os quais nos deparamos na vida, embora inevitáveis, têm a intenção de nos trazer aprendizados. Quanto mais uma pessoa se apega a soluções ilusórias ou se obriga a conviver com o problema, mais tempo de aprendizado se perde. Além disso, problemas mal resolvidos alimentam as vulnerabilidades que atrasam o desenvolvimento da personalidade como um todo. Quando surpreendidos por uma dor inesperada, o auxílio pode ser particularmente útil. E, se naquele momento não havia apoio, nunca é tarde: sempre há tempo de aprender e de impedir que pertubações cresçam no silêncio e na solidão da incompreensão. Estou aqui para te ajudar a assimilar melhor o que passou.
Conte comigo!
Luana Vianez



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